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Trump cobra retorno do nome Redskins ao time de Washington e critica mudança para Commanders

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste domingo, 20 de julho de 2025, que a franquia de futebol americano Washington Commanders volte a adotar o antigo nome Redskins. Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, o chefe do Executivo afirmou haver “grande clamor” pela reversão da marca abandonada em 2020 após críticas de movimentos que associavam o termo a conotações racistas contra povos nativo-americanos.

Trump escreveu que a mudança deveria ocorrer “imediatamente” e estendeu o apelo a outra equipe tradicional do esporte norte-americano: o Cleveland Guardians, que até 2021 atuava na Major League Baseball como Cleveland Indians. Segundo o presidente, “o mesmo vale” para o clube de beisebol, parte do grupo original de seis fundadores da liga, cuja identidade também teria sido alterada em função de pressões sociais.

Na publicação, o mandatário argumentou que “nosso grande povo indígena, em massa, deseja que isso aconteça” e sustenta que a herança cultural dos nativos estaria “sendo sistematicamente tirada” por decisões corporativas tomadas nos últimos anos. Ele ainda declarou que “os tempos são diferentes agora do que há três ou quatro anos” e pediu aos proprietários das duas franquias que atendam à reivindicação: “FAÇAM ISSO!!!”.

A polêmica envolvendo o Washington Commanders começou em julho de 2020, quando a direção da equipe anunciou a aposentadoria do nome Redskins e do logotipo que estampava a cabeça de um homem indígena com penas. O emblema tradicional passou a ser substituído por um simples “W” em maiúscula nos capacetes e materiais de marketing. À época, o posicionamento ocorreu após patrocinadores condicionarem a manutenção de contratos à adoção de uma identidade considerada mais “inclusiva”.

O processo de transição se estendeu até fevereiro de 2022, quando a National Football League (NFL) oficializou Washington Commanders como novo nome definitivo da franquia da capital norte-americana. A iniciativa foi apresentada pela direção como esforço para refletir “valores contemporâneos” e eliminar referências vistas como ofensivas por parte da torcida e de organizações de direitos civis.

No beisebol, o Cleveland Indians anunciou em dezembro de 2020 a intenção de revisar a marca histórica utilizada desde 1915. Após consulta a torcedores, especialistas e representantes de comunidades nativas, a diretoria confirmou em julho do ano seguinte a adoção de Guardians, nome inspirado nas estátuas “Guardians of Traffic” localizadas em uma ponte próxima ao estádio. O novo escudo foi incorporado durante a temporada de 2022.

Pelo menos desde a campanha eleitoral de 2020, Trump se posiciona contra mudanças em nomes e símbolos esportivos ligadas a questões étnicas. Para o presidente, a retirada de referências indígenas não corrige distorções históricas e contribui para o que classifica como “perda de senso comum” no debate público. O tema é recorrente em seus discursos e nas redes sociais, onde costuma apresentar o retorno de denominações tradicionais como demonstração de respeito à cultura nativa.

Integrantes de organizações indígenas divergem sobre o assunto. Parte delas defende a restituição dos nomes originais, argumentando que a representação esportiva pode ser interpretada como homenagem. Outra parcela considera os termos Redskins e Indians pejorativos, especialmente quando associados a caricaturas visuais. As direções de Washington Commanders e Cleveland Guardians não comentaram imediatamente a nova manifestação de Trump.

O presidente não estabeleceu prazos nem apresentou medidas administrativas para forçar a reversão, limitando-se a pressionar os proprietários das franquias por meio da rede social. Contudo, analistas de mercado esportivo lembram que contratos de licenciamento, acordos de marketing e direitos de transmissão foram renegociados após as alterações de marca, o que torna eventual retorno financeiramente complexo.

Apesar das barreiras comerciais, Trump sustenta que o contexto político mudou desde 2020 e que as bases de apoio às equipes aceitariam a retomada das identidades originais. Até o momento, não há indicação de que a NFL ou a MLB planejem reabrir o processo de renomeação. O debate, porém, deve permanecer em evidência enquanto o presidente mantiver o tema na agenda pública.

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