Papa Leão XIV ressalta que carisma de São Francisco segue gerando frutos após oito séculos

Índices
  1. Reflexão durante o Angelus
  2. Papa Leão XIV destaca a misericórdia divina
  3. Legado de São Francisco após 800 anos
  4. Papa Leão XIV incentiva oração pela paz
  5. Encontro para o décimo aniversário da Amoris Laetitia

Durante a oração do Angelus deste domingo, 5 de outubro de 2026, na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV relacionou a parábola bíblica dos vinhateiros ao legado de São Francisco de Assis. O pontífice afirmou que, passados oitocentos anos da morte do santo, o seu carisma permanece vivo e continua a inspirar a Igreja em todo o mundo.

Reflexão durante o Angelus

O Papa recordou que, na narrativa evangélica, o Filho de Deus é rejeitado por aqueles que deveriam acolhê-lo. Para Leão XIV, essa recusa motiva os cristãos a pensar nas violências que marcam a história, mas, ao mesmo tempo, ressalta a misericórdia do Pai, que conduz a humanidade rumo à redenção. Segundo ele, mesmo quando o ser humano se afasta, a providência não abandona a criação.

Ao comentar a imagem da vinha, o pontífice explicou que a Igreja foi confiada aos fiéis e pode ser edificada ou prejudicada conforme suas escolhas. Nesse contexto, evocou São Francisco como exemplo de reconstrução espiritual, lembrando que o santo ouviu o chamado de Cristo para “reparar” a comunidade e respondeu com a própria vida.

Leão XIV observou que Francisco fundamentou a sua existência na pessoa de Jesus, assumindo pobreza, alegria e sofrimento, até receber os estigmas. Esse testemunho, enfatizou, curou divisões internas e promoveu reconciliação entre os cristãos de sua época.

Papa Leão XIV destaca a misericórdia divina

O pontífice frisou que Deus jamais descarta a vida humana e intervém em cada queda. Para ele, a história é guiada em direção à salvação, mesmo diante das rejeições recorrentes. Leão XIV reforçou que, nesse percurso, a figura de São Francisco continua a produzir frutos, comprovados pela numerosa família franciscana e pelas iniciativas que florescem a partir de seu legado.

Na celebração do Ano Jubilar Franciscano, o Papa convidou os católicos a intensificarem a oração pela paz e a se engajarem em ações concretas de reconciliação entre as nações. Ele destacou que o testemunho franciscano de fraternidade permanece atual perante conflitos contemporâneos.

Legado de São Francisco após 800 anos

Oito séculos depois de Assis, a influência de Francisco se reflete não apenas em ordens religiosas, mas também em leigos que adotam a simplicidade e o cuidado com a criação como estilo de vida. Leão XIV apontou esses sinais como evidência de que o carisma franciscano ultrapassa fronteiras culturais e continua a fortalecer o povo de Deus.

O Papa saudou os participantes das comemorações pelo 800º aniversário do santo, inclusive as cerimônias realizadas em Assis com a presença das principais autoridades civis italianas. Para ele, tais eventos demonstram a relevância persistente do santo na sociedade e na vida da Igreja.

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Imagem: gazetadopovo.com.br

Papa Leão XIV incentiva oração pela paz

A seguir, o pontífice renovou o apelo por iniciativas de paz durante o mês de outubro. Ele valorizou a campanha “Um Milhão de Crianças Rezando o Rosário”, promovida de 1º a 7 de outubro pela Ajuda à Igreja que Sofre, e agradeceu a adesão de meninos e meninas em vários continentes.

Leão XIV pediu atenção especial à Terra Santa e às vítimas civis de atos violentos. Segundo o Papa, a intercessão da Virgem Maria é invocada para que povos sejam libertados do “flagelo da guerra” e encontrem caminhos de diálogo.

Encontro para o décimo aniversário da Amoris Laetitia

O pontífice anunciou ainda a realização, no Vaticano, de uma reunião dedicada aos dez anos da exortação apostólica Amoris Laetitia, que trata do matrimônio e da vida familiar. O encontro reunirá líderes das Igrejas Católicas Orientais e presidentes de conferências episcopais de todos os continentes.

De acordo com Leão XIV, será um momento sinodal para discernir passos que permitam anunciar o Evangelho às famílias e às novas gerações. Ele confiou o evento e todas as famílias do mundo às orações dos fiéis, definindo-as como “sinal de esperança” e “tesouro” para a Igreja e a sociedade.

Por fim, o Papa encerrou a saudação dominical reiterando que a história é continuamente conduzida por Deus em direção à redenção, e que exemplos como o de São Francisco de Assis mantêm viva a missão de reconstruir a Igreja por meio do amor fraterno e do compromisso com a paz.

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